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Comprou passagem com agência investigada em Queimadas (PB)? Suspeito de golpe de R$ 100 mil é preso

Resposta rápidaA Polícia Civil da Paraíba prendeu em 4 de novembro de 2026, em Queimadas, no Agreste, um homem investigado por estelionato na venda de passagens aéreas e pacotes turísticos que eram cancelados ou nunca entregues. Há pelo menos 27 ocorrências e prejuízo acima de R$ 100 mil. Quem pagou e não recebeu deve registrar boletim de ocorrência e guardar comprovantes de pagamento e conversas.
Neste artigoO que a polícia informouComo foi a prisãoPagou e não viajou? O que fazer agoraComo reduzir o risco na próxima compraPerguntas frequentesFontes

O que a polícia informou

A Polícia Civil da Paraíba prendeu na manhã desta quarta-feira, 4 de novembro de 2026, um homem investigado por golpes na venda de passagens aéreas e pacotes turísticos em Queimadas, no Agreste do estado.

Segundo a polícia, as fraudes eram feitas por meio de uma agência de viagens sediada na cidade. O PB Agora identifica a empresa como Global Tour Agências de Viagens Ltda. O nome do investigado não foi divulgado.

Os números conhecidos até agora são dois:

  • pelo menos 27 ocorrências registradas;
  • prejuízo que passa de R$ 100 mil.

E como era o golpe? As vítimas pagavam pelas passagens e pelos pacotes. Depois, as passagens e os pacotes eram cancelados ou nem chegavam a ser disponibilizados.

Como foi a prisão

O mandado de prisão preventiva foi cumprido por volta das 10h, no Sítio Capivara, na casa dos pais do investigado. Segundo o PB Agora, a ação foi da Delegacia de Queimadas e da 11ª Delegacia Seccional de Polícia Civil.

Na abordagem, o homem disse ser irmão do procurado e afirmou que o suspeito estaria em Ingá, também na Paraíba. Os policiais o reconheceram, e ele confirmou a identidade.

A Justiça decretou a prisão a pedido da polícia. Pesaram a repetição das condutas investigadas e o fato de ele não ter sido encontrado em diligências anteriores. O homem segue à disposição da Justiça. As reportagens não trazem manifestação da defesa, e ninguém foi condenado até aqui.

Pagou e não viajou? O que fazer agora

Quem comprou com a agência e não recebeu a passagem pode tomar três providências.

A primeira é registrar boletim de ocorrência na Polícia Civil, se ainda não registrou.

A segunda é reunir provas: comprovantes de Pix, transferência ou cartão, conversas de WhatsApp, anúncios e e-mails com o número da reserva.

A terceira é tentar reaver o dinheiro pelos canais de consumo, como o Procon e o Juizado Especial Cível. Veja como cada canal funciona em como reclamar de companhia aérea e de quem vendeu a passagem.

Como reduzir o risco na próxima compra

Antes de pagar uma agência, duas checagens ajudam a reduzir o risco.

A primeira é o Cadastur. Segundo o gov.br, o cadastro do Ministério do Turismo é obrigatório para agências de turismo pela Lei 11.771/2008. Agência que vende viagem sem estar no cadastro é sinal de alerta.

A segunda é conferir a reserva direto com a companhia aérea. Peça o código da reserva (localizador) e consulte no site ou no aplicativo da empresa. Se o voo não aparecer no seu nome, é sinal de que a passagem pode não ter sido emitida: confirme com a companhia antes de fechar a compra.

Para saber o que vale quando a passagem existe e o voo é cancelado, veja o guia sobre reembolso de passagem aérea.

Perguntas frequentes

O que aconteceu em Queimadas?

A Polícia Civil cumpriu, em 4/11/2026, mandado de prisão preventiva contra um homem investigado por golpes na venda de passagens aéreas e pacotes turísticos.

Quantas vítimas há?

A polícia contabilizou pelo menos 27 ocorrências até agora, com prejuízo que passa de R$ 100 mil.

Como funcionava o esquema?

Segundo a polícia, os clientes pagavam, mas as passagens e os pacotes eram cancelados depois ou nem chegavam a ser disponibilizados.

O suspeito foi condenado?

Não. Ele está preso preventivamente e à disposição da Justiça. As reportagens não trazem manifestação da defesa.

Fui vítima. O que faço?

Registre boletim de ocorrência na Polícia Civil e guarde comprovantes de pagamento, conversas e anúncios. Para tentar reaver o valor, os canais são o Procon e o Juizado Especial Cível.

Fontes

Revisão jurídica: Matheus Lorenzen do Amaral, advogado (OAB/RS 90.061 e OAB/SC 74.552), Araranguá/SC.
Atualizado em 4 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.

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