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Justiça penhora avião da Voepass estimado em R$ 25 milhões por dívida de R$ 9,2 mil com hotel

Resposta rápidaA 5ª Vara Cível de Ribeirão Preto (SP) penhorou um ATR-72 da Passaredo, empresa do grupo Voepass, estimado em ao menos R$ 25 milhões, para garantir dívida de R$ 9.273,86 com um hotel de Minas Gerais. Não foi encontrado dinheiro nas contas. A Anac averbou a ordem em 13 de outubro. A penhora não garante pagamento imediato, e o Metrópoles informa que cabe recurso.
Neste artigoUma conta de hotel chegou ao aviãoPor que isso interessa a quem tem valor a receberPenhora não é dinheiro na mãoO que quem tem valor a receber pode fazerPerguntas frequentesFontes

Uma conta de hotel chegou ao avião

A desproporção chama atenção. Para cobrar R$ 9.273,86, um hotel conseguiu que a Justiça penhorasse um avião com valor de mercado estimado em pelo menos R$ 25 milhões.

A cobrança é do Coqueiro Parc Hotel, de Goianá (MG). Segundo o processo, relatado pelo g1, o contrato de 2023 previa hospedar tripulantes e passageiros da companhia em situações de contingência ou de espera entre conexões. A dívida começou em R$ 7.899,52 e chegou ao valor atual com a correção.

O caminho foi longo. A liminar foi negada em primeiro grau, e o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou o arresto de bens. Como não foi encontrado dinheiro nas contas, a 5ª Vara Cível de Ribeirão Preto mandou penhorar a aeronave, em decisão de 3 de julho de 2026, de acordo com g1 e Brasilturis. A Anac averbou a ordem em 13 de outubro.

O avião é um ATR-72-212A, fabricado em 2007, um dos dois únicos ainda registrados no país em nome da Passaredo Transportes Aéreos, do grupo Voepass.

Por que isso interessa a quem tem valor a receber

Os dados do processo mostram duas coisas que outros credores vão querer saber. Só que é preciso separar o que as reportagens dizem do que elas não dizem.

A primeira é a falta de dinheiro em conta. A busca judicial nas contas não localizou recursos, segundo g1 e Metrópoles.

A segunda é a posição da Passaredo. O plano de recuperação judicial de R$ 25,4 milhões do grupo foi aprovado pelos credores em novembro de 2025, mas a empresa dona do avião ficou de fora, informam g1 e Brasilturis. De acordo com o g1, isso deixa o patrimônio dela exposto a execuções individuais.

As reportagens não tratam de passageiros nem dizem como ficam reembolsos ou indenizações pendentes. Também não informam quantos credores disputam os bens da empresa.

Penhora não é dinheiro na mão

Conseguir a penhora é só uma etapa. A advogada Mariana Nicoletti, ouvida pelo g1, descreve a medida como um primeiro passo, sem garantia de ressarcimento imediato.

Depois vêm a intimação para a empresa se defender, a perícia sobre o valor de mercado e, eventualmente, o leilão judicial. O Metrópoles registra que a decisão ainda admite recurso.

Procurada pela EPTV, a Voepass não retornou até a última atualização da reportagem do g1.

O que quem tem valor a receber pode fazer

O primeiro passo é identificar a situação do próprio crédito: qual empresa do grupo aparece no bilhete ou na sentença e se já existe processo. Isso importa porque a Passaredo ficou fora do plano do grupo.

O segundo é buscar orientação individual, com advogado de confiança ou Defensoria Pública. Os canais gerais de reclamação estão no guia sobre como reclamar de companhia aérea. Outro processo envolvendo a empresa foi tema desta reportagem.

Perguntas frequentes

A penhora significa que o hotel já recebeu?

Não. Ainda há intimação da empresa para se defender, avaliação da aeronave e eventual leilão judicial, segundo o g1. O Metrópoles informa que cabe recurso.

Passageiro com valor a receber pode usar essa decisão?

A decisão trata só da cobrança do hotel, e as reportagens não falam de passageiros. Quem tem crédito precisa verificar a situação do próprio caso, por exemplo com um advogado ou a Defensoria Pública.

Por que o avião pôde ser penhorado se há recuperação judicial?

Segundo o g1 e o Brasilturis, a Passaredo, dona da aeronave, ficou fora do plano de R$ 25,4 milhões do grupo, e o patrimônio dela segue exposto a cobranças individuais.

O que a averbação na Anac muda?

Segundo o Brasilturis, a restrição impede venda, transferência ou uso do avião como garantia sem autorização judicial.

A Voepass ainda opera voos?

Não. A empresa encerrou atividades depois que a Anac cassou seu certificado de operador aéreo, na sequência do acidente de Vinhedo (SP), em agosto de 2024.

Fontes

Revisão jurídica: Matheus Lorenzen do Amaral, advogado (OAB/RS 90.061 e OAB/SC 74.552), Araranguá/SC.
Atualizado em 5 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.

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