Empresa que deixa para comprar passagem na última hora paga 110 por cento a mais, mostra índice
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O tamanho da diferençaIsso vale para o turista?Onde a alta ficou concentradaO que pressiona as tarifasAntes de comprar para o fim do anoPerguntas frequentesFontesO tamanho da diferença
Um mesmo perfil de cliente, as empresas, pagou preços muito diferentes conforme a antecedência da compra no terceiro trimestre de 2026.
| Perfil de compra | Antecedência média | Ticket médio | Comparação |
|---|---|---|---|
| Ótimo | 41,9 dias | R$ 982,70 | referência |
| Moderado | 15,4 dias | R$ 1.410,46 | 43,5 por cento acima do ótimo |
| Crítico | 5,6 dias | R$ 2.063,12 | 110 por cento acima do ótimo |
Os dados são do Paytrack Index, da plataforma de gestão de despesas corporativas Paytrack, divulgados nesta quinta-feira (5) por InfoMoney e SpaceMoney. O indicador reúne transações que somam mais de R$ 5 bilhões por ano.
Em reais, a distância entre as pontas é de R$ 1.080,42.
Isso vale para o turista?
Não dá para transportar o número diretamente. O levantamento olha para compras de empresas, e os valores são médias de cada perfil de compra.
O dado serve como termômetro: entre as empresas, a antecedência pesou no preço. Quem pode escolher a data da compra tem aí um motivo para pesquisar antes, mas sem garantia de que a compra antecipada sairá mais barata em uma rota específica.
Onde a alta ficou concentrada
Guilherme Dietze, presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, chama atenção para a compra feita perto do embarque. Na janela crítica, o ticket subiu cerca de 20 por cento em um ano, enquanto os outros perfis variaram um dígito.
Descontada a inflação, a janela ótima ficou praticamente no mesmo patamar do ano anterior. Em outras palavras, para Dietze, "a alta real está concentrada nas compras de última hora".
Pedro Góes, CEO da Paytrack, diz que viagens urgentes são comuns em médias e grandes empresas, mas atribui boa parte do problema à falta de organização.
O que pressiona as tarifas
Duas pressões aparecem nas reportagens.
A primeira é o combustível. Segundo dados da ANP citados nas reportagens, o querosene de aviação subiu 87,32 por cento entre 1º de fevereiro e 31 de maio de 2026. Na comparação com os 12 meses anteriores, a alta foi de 68,5 por cento. Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte, de agosto de 2025, indicava que o combustível respondia por 36 por cento dos custos operacionais das companhias brasileiras.
A segunda é o câmbio. Dietze avalia que, sem sinais claros de ajuste fiscal, o dólar tende a seguir pressionado. Como as companhias precificam com antecedência, parte disso pode já estar nas tarifas de 2027, segundo ele.
Há ainda um exemplo de rota. Entre Congonhas e Brasília, o ticket corporativo ficou em R$ 1.578,92, alta de 33,1 por cento em um ano, mas queda de 19,4 por cento frente ao trimestre anterior. Góes relaciona o movimento ao padrão de anos eleitorais.
Antes de comprar para o fim do ano
Quem está de olho em dezembro pode comparar esse dado com a alta de 8,12 por cento nas passagens em outubro, medida pela FGV.
Se a compra sair na Black Friday de 27 de novembro, vale conhecer o limite da desistência grátis em 24 horas, que exige voo com 7 dias ou mais de antecedência. Os demais prazos estão no guia de reembolso de passagem.
Perguntas frequentes
O índice vale para quem compra passagem por conta própria?
Não diretamente. O Paytrack Index reúne transações de empresas. Ele não mede o preço pago por turistas, mas mostra a diferença entre comprar com muita e com pouca antecedência nesse público.
Qual é a diferença em reais?
R$ 1.080,42 em média no terceiro trimestre de 2026, entre R$ 2.063,12 na compra a 5,6 dias do voo e R$ 982,70 na compra a 41,9 dias.
E comprar cerca de 15 dias antes?
O perfil moderado, com média de 15,4 dias, teve ticket de R$ 1.410,46, valor 43,5 por cento acima do perfil de maior antecedência.
O preço das passagens deve cair em 2027?
O levantamento não traz essa previsão. Guilherme Dietze, da FecomercioSP, avalia que câmbio e petróleo dificultam a queda e que parte da pressão pode já aparecer nas tarifas de 2027.
O combustível explica a alta?
É um dos fatores citados. Dados da ANP mostram alta de 87,32 por cento no querosene de aviação entre 1º de fevereiro e 31 de maio de 2026.
Fontes
Atualizado em 5 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.
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