Quem vai comprar passagem para o fim do ano: preço subiu 8,12 por cento em outubro, diz FGV
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A alta de outubroQuanto custa voar, em médiaO combustível ficou mais caroO que o passageiro pode fazerPerguntas frequentesFontesA alta de outubro
Quem está pesquisando voo para dezembro ou para as férias de janeiro já sente no bolso. A passagem aérea subiu 8,12 por cento no IPC-S de outubro de 2026, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal da Fundação Getulio Vargas, divulgado em 3 de novembro.
O item vinha de 7,41 por cento na leitura anterior, a da terceira quadrissemana de outubro. Ou seja, a alta ganhou força no fim do mês. A passagem ficou entre as maiores pressões do índice, ao lado de tomate, cinema e cebola.
O índice geral, por sua vez, desacelerou. O IPC-S subiu 0,32 por cento em outubro, depois de 0,46 por cento na leitura anterior e 0,67 por cento em setembro. Em 12 meses, acumula 4,14 por cento. O grupo transportes também perdeu força, de 0,34 para 0,19 por cento.
Por que isso importa? Porque mostra que a passagem foi na contramão: ela acelerou, enquanto seis dos oito grupos do índice desaceleraram.
Quanto custa voar, em média
O IPC-S mede a variação do preço, não o valor. Para saber quanto se paga, o dado mais completo é o da ANAC, que publica todo mês a tarifa média dos voos domésticos.
Em setembro de 2026, último mês divulgado, a tarifa média foi de R$ 746,62 por trecho. O valor ficou 0,5 por cento abaixo do de setembro de 2025 e 1,9 por cento acima do de setembro de 2024, já corrigido pela inflação.
A distribuição dos preços ajuda a entender o mercado:
- 36,2 por cento dos assentos vendidos em setembro saíram por menos de R$ 500 o trecho.
- 7,8 por cento custaram mais de R$ 1,5 mil.
Dois detalhes da conta da ANAC. A tarifa considera só o preço do transporte: ficam fora a taxa de embarque e os serviços vendidos à parte, como bagagem despachada e marcação de assento. E não entram bilhetes comprados com milhas, tarifas corporativas e passagens de funcionários.
O combustível ficou mais caro
A ANAC divulga, junto com as tarifas, o preço médio do querosene de aviação. Em setembro de 2026, o litro custava R$ 5,66, alta de 54,4 por cento sobre setembro de 2025 e de 32,5 por cento sobre setembro de 2024, em valores corrigidos pelo IPCA.
Os dados não dizem quanto dessa alta passou para o preço da passagem. Mas o combustível é um custo que o passageiro não vê e que aparece na conta das companhias.
O que o passageiro pode fazer
O passageiro não controla o preço, mas a norma da ANAC garante alguns direitos na compra e depois dela.
A primeira proteção é o arrependimento de 24 horas. Pela Resolução 400 da ANAC, quem compra a passagem com sete dias ou mais de antecedência do voo pode desistir em até 24 horas, sem pagar multa. Isso dá margem para comprar quando achar um bom preço e conferir com calma.
A segunda é saber o que está incluído. Como a tarifa média não conta bagagem nem assento, compare o preço final com tudo o que você vai usar.
Para quem pretende esperar a Black Friday, marcada para 27 de novembro, a regra das 24 horas tem uma pegadinha: só vale para voos a sete dias ou mais da data da compra. O detalhe está em Passagem na Black Friday de 27/11. E, se precisar cancelar depois desse prazo, o guia reembolso de passagem aérea mostra o que a companhia pode cobrar.
Perguntas frequentes
Quanto a passagem aérea subiu em outubro?
No IPC-S da FGV, a passagem aérea subiu 8,12 por cento na leitura que fecha outubro de 2026, depois de 7,41 por cento na leitura anterior.
Qual foi a inflação geral do IPC-S em outubro?
O índice subiu 0,32 por cento em outubro de 2026 e acumula 4,14 por cento em 12 meses.
Quanto custa, em média, uma passagem doméstica?
Segundo a ANAC, R$ 746,62 por trecho em setembro de 2026, sem contar taxa de embarque, bagagem e marcação de assento.
Por que o preço está subindo?
Os índices não apontam uma causa única. Um dado que a ANAC divulga junto com as tarifas é o do querosene de aviação: R$ 5,66 por litro em setembro, 54,4 por cento acima de setembro de 2025.
Se eu comprar e me arrepender, perco o dinheiro?
Pela Resolução 400 da ANAC, dá para desistir sem custo em até 24 horas depois da compra, se ela for feita com sete dias ou mais de antecedência do voo.
Fontes
Atualizado em 5 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.
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