Voo duplo de asa-delta no Rio: MPF avalia pedir fechamento de rampa após 5 mortes em um ano
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O que aconteceuO que o MPF estudaQuem paga por um voo duplo está comprando o quê?O que muda para o turista agoraPerguntas frequentesFontesO que aconteceu
Na segunda-feira, 2 de novembro, a queda de uma asa-delta na região da praia de São Conrado matou um instrutor e um turista argentino. Depois disso, os voos na região foram suspensos por tempo indeterminado, segundo a Rádio Itatiaia.
Foi mais um caso em uma sequência. A Itatiaia conta cinco mortes em menos de um ano em acidentes com asas-deltas e parapentes na região, e o Agenda do Poder fala em cinco mortes no último ano. A Polícia Civil investiga o acidente mais recente.
O que o MPF estuda
O procurador da República Daniel Prazeres avalia dois caminhos, conforme reportagem do jornal O Globo citada pela Itatiaia e pelo Agenda do Poder:
- abrir um inquérito civil sobre a segurança e a fiscalização da atividade;
- recorrer à Justiça para pedir o fechamento da rampa.
Nenhum dos dois está decidido. O MPF acompanha o tema desde fevereiro, quando pediu esclarecimentos à Anac, após outro acidente fatal com um piloto e uma turista.
Quem paga por um voo duplo está comprando o quê?
Essa é a pergunta central, e a resposta interessa a quem vê o passeio como atração turística do Rio.
Segundo as reportagens, as regras da Anac exigem o registro dos pilotos em associações credenciadas e proíbem a venda de voos, com exceção dos voos de instrução. Na prática, a fronteira entre aula e passeio é o que está em discussão.
Duas informações ajudam a medir a questão:
- O que diz a Anac: em circular de 2023, relatada pelo Agenda do Poder, a agência afirmou que a instrução remunerada é lícita, mas não é regulamentada por ela, e que não pode garantir a segurança dos envolvidos. Ao MPF, a Anac também reconheceu dificuldades na fiscalização e disse que precisa rever sua estratégia.
- O tamanho da atividade: o clube que administra a rampa registrou 60 mil voos duplos em 2025. O presidente do clube admitiu, segundo o Agenda do Poder, que os voos panorâmicos usam uma brecha da regra, baseada na ideia de que aquele é o primeiro contato da pessoa com o esporte.
Há também um histórico. Em 2012, o MPF entrou com ação civil pública contra a venda de passeios apresentados como aulas. A sentença de 2013, mantida pelo Tribunal Regional Federal, apontou a necessidade de presença constante do Estado na atividade.
O que muda para o turista agora
Primeiro, a oferta pode simplesmente não estar disponível: com os voos suspensos, confirme a situação antes de reservar ou pagar qualquer sinal.
Segundo, as regras de passageiro de companhia aérea, como as da Resolução 813 da ANAC, são para o transporte aéreo regular. Não trate o voo duplo como se tivesse a mesma estrutura de fiscalização.
Terceiro, a decisão é sua, mas deve ser informada. Antes de contratar qualquer voo desse tipo, vale perguntar quem é o piloto, a qual associação está registrado e se há seguro. Essa lista é orientação da redação, não exigência publicada pelos órgãos citados.
Segundo o Agenda do Poder, a associação diz que o acordo com o ICMBio, válido até o fim deste ano, deve ser renovado. O ICMBio não aparece com posição nas matérias consultadas.
Perguntas frequentes
Os voos duplos em São Conrado estão funcionando?
Segundo reportagem de 5/11/2026 da Itatiaia, os voos na região foram suspensos por tempo indeterminado após o acidente de 2/11. Confirme a situação antes de contratar.
A rampa da Pedra Bonita foi fechada pela Justiça?
Não. O MPF avalia recorrer à Justiça e estuda abrir inquérito civil, mas, até a reportagem de 5/11/2026, não havia decisão determinando o encerramento das atividades.
A Anac garante a segurança do voo duplo?
Não. Em circular de 2023, a agência afirmou que a instrução remunerada é lícita, mas não é regulamentada por ela, e que não pode garantir a segurança de quem participa.
A venda de passeio turístico de asa-delta é permitida?
Segundo as reportagens, as regras da Anac proíbem a venda de voos, com exceção dos de instrução. A fronteira entre aula e passeio é o centro da disputa.
Quem administra a rampa?
O Clube São Conrado de Voo Livre, por acordo de cooperação com o ICMBio válido até o fim de 2026. A rampa fica no Parque Nacional da Tijuca.
Fontes
Atualizado em 6 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.
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