Turma Recursal do Paraná fixa R$ 6 mil a idoso que ficou 4 dias sem mala em Orlando
Neste artigo
O que a Turma decidiuO que a Resolução 400 prevêPor que isso importa para outros passageirosUm caso, não uma garantiaSe acontecer com vocêPerguntas frequentesFontesUm passageiro de 75 anos viajava de Curitiba para Orlando. Ao desembarcar, descobriu que a mala tinha ficado para trás.
Passou quatro dias sem roupas, itens de higiene e pertences pessoais, e precisou comprar o essencial no exterior. A 3ª Turma Recursal do Tribunal de Justiça do Paraná fixou R$ 6 mil de dano moral, em decisão noticiada pelo jornal O Povo em 15 de outubro de 2026.
A reportagem não informa o número do processo nem a companhia aérea.
O que a Turma decidiu
Segundo a notícia, o tribunal reconheceu:
- Gastos emergenciais: US$ 272,05, convertidos em R$ 1.482,67, tidos como legítimos.
- Dano moral: R$ 6 mil.
Para os julgadores, o caso gerou prejuízo concreto, e não mero aborrecimento, por falha da companhia. Eles disseram que o transporte da bagagem faz parte da obrigação contratual da empresa. A vulnerabilidade do passageiro, idoso e longe de casa, pesou na decisão.
Houve ainda um ponto sobre as regras da ANAC. De acordo com a reportagem, a Turma afirmou que a existência de regulamento não isenta a companhia de responsabilidade e que cumprir o prazo previsto na Resolução 400 não elimina o dever de reparar um dano comprovado.
Os gastos só foram ressarcidos com nota fiscal e vínculo direto com a ausência da mala, e o tribunal avaliou se os itens eram essenciais. Para fixar o dano moral, usou o método bifásico, com base em decisões semelhantes, ajustando o valor às particularidades do caso. A notícia diz que não houve atraso nem cancelamento do voo.
O que a Resolução 400 prevê
A norma da ANAC trata o extravio de bagagem em quatro passos principais:
- o passageiro deve fazer o protesto de imediato;
- a companhia deve restituir a mala no local indicado em até 21 dias, em voo internacional, ou 7 dias, em voo doméstico;
- se não localizar a bagagem nesses prazos, deve indenizar em até 7 dias;
- para quem está fora do seu domicílio, a norma prevê ressarcimento de despesas, em até 7 dias da apresentação dos comprovantes.
No caso noticiado, o passageiro ficou quatro dias sem a mala, número abaixo do prazo de 21 dias da norma. A decisão mostra que, para a Turma, o prazo regulamentar não é a única régua para avaliar a falha.
Por que isso importa para outros passageiros
O ponto central é a separação entre dois planos. A Resolução 400 define prazos administrativos e deveres da companhia.
A Justiça, quando é chamada, olha o dano que o passageiro conseguiu provar. Um não substitui o outro.
Em voos internacionais, o STJ já decidiu, em 2020, que a Convenção de Montreal não limita a indenização por danos morais, pois o tratado alcança apenas danos materiais. O guia sobre direitos em voo internacional detalha essa diferença.
Um caso, não uma garantia
O valor de R$ 6 mil refere-se a este processo e a esta prova. Outras decisões fixam valores diferentes, e há casos em que o dano moral é negado por falta de prova de prejuízo além do aborrecimento. O guia sobre dano moral em voo explica como o STJ trata o tema.
Se acontecer com você
- Faça o protesto no balcão da companhia, ainda no aeroporto, e peça o comprovante.
- Compre apenas o essencial e guarde as notas, com a explicação de por que o item era necessário.
- Guarde passagem, etiqueta de bagagem e mensagens trocadas com a companhia.
- Conte os prazos de 7 e 21 dias.
- Se a companhia não resolver, reclame na plataforma Anac Passageiro, no consumidor.gov.br ou no Procon.
Esta notícia resume a cobertura de um jornal e não substitui a leitura da decisão. A decisão não foi localizada em fonte do próprio tribunal.
Perguntas frequentes
Qual foi o valor fixado?
R$ 6 mil de dano moral, além do reconhecimento de US$ 272,05 (R$ 1.482,67) em gastos emergenciais, segundo a notícia.
A companhia cumpriu o prazo da Resolução 400?
Segundo a notícia, o tribunal afirmou que mesmo cumprir o prazo regulamentar não elimina o dever de reparar um dano comprovado.
Todos os gastos foram ressarcidos?
Só aqueles com nota fiscal e ligação direta com a falta da mala. O tribunal também avaliou se os itens eram essenciais.
A decisão vale para qualquer passageiro?
Não. É a decisão de um caso, e fatores como a idade e a distância de casa pesaram.
Qual o prazo para devolver a mala em voo internacional?
A Resolução 400 prevê até 21 dias, e, em caso de não localização, indenização em até 7 dias depois.
Fontes
Atualizado em 15 de outubro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.
Continue lendo
Reembolso de despesas em até 7 dias quando a companhia não pode dar assistência
A Resolução 813 criou o reembolso de alimentação, transporte e hospedagem em situações excepcionais. Veja condições, prazo de 7 dias e comprovantes.
Direitos em voo internacional: Convenção de Montreal, bagagem e dano moral
Em voo para o exterior valem a Convenção de Montreal, a Resolução 400 e o CDC. Veja prazos de reclamação, limites em DES e o que o STF e o STJ decidiram.
Fim do telefone e da internet após 1 hora de espera: o que saiu da regra da ANAC
A Resolução 813 revogou a obrigação de dar meios de comunicação após 1 hora de espera. A troca da atualização a cada 30 minutos por dever geral de informar vale a partir de 25 de novembro.